[Opinião] Allegro ma non troppo - Carlo C. Cipolla





Título Original: Allegro ma non troppo, com le leggi fondamentali della stupidità umana
Tradução: Joaquim Soares da Costa
Editora: Edições Texto e Grafia
Páginas: 95
Classificação: 4/5



Sinopse
Allegro Ma Non Troppo é um divertimento, uma pirueta anárquica de fino humor. Carlo Cipolla aparece-nos aqui despida das vestes austeras de estudioso e académico e, glosando a nota do paradoxo e do absurdo, oferece-nos estes dois breves ensaios: o primeiro, uma paródia hilariante da história económica e social da Idade Média, com o Império Romano à mistura; o segundo, uma deliciosa brincadeira, em jeito de teoria geral da estupidez humana.
Duas pequenas obras-primas de jocosa extravagância intelectual, que nos propõem uma pausa de irreprimível comicidade e humorismo.

Opinião
Tal como diz a sinopse, este é um livro que reúne dois pequenos ensaios que visam parodiar o nosso mundo. No primeiro, a história económica e social da Idade Média é contada de uma forma totalmente diferente daquela a que estamos habituados – o autor, de uma forma leve e satírica, conta a História das cruzadas e das excursões ao oriente de um ponto de vista muito mais humano. Vê como principais motivações para estas excursões a ambição pelas especiarias, vinhos e outras coisas que pudessem refinar o paladar. Afinal, a História foi escritas por homens com desejos e ambições…

No segundo ensaio, o auto, fala-nos sobre a sua teoria da estupidez. Antes de aprofundar o tema, o autor esclarece o que é, afinal, uma pessoa estúpida. Ele, para esclarecer esta questão, divide as pessoas em quatro grupos: o inocente, o inteligente, o bandido e o estupido. Para ele, o inocente é aquela pessoa que em determinada situação consegue lucrar alguma coisa para si, mas também consegue que os outros tenham lucro; já o bandido, é o indivíduo que na mesma situação consegue lucrar, impedindo os demais de terem algum lucro; o inocente é aquele não obtém lucro nenhum, mas que faz com que os outros obtenham lucro (por vezes, é enganado pelo bandido) e o estúpido é aquele que, nessa mesma situação, não consegue lucrar, e ainda faz com que os outros também não o consigam fazer. Partindo deste princípio, o autor cria uma série de regras de como lidar com pessoas estúpidas, visto que elas estão em todos os grupos de pessoas, independentemente do grau académico, económico ou estatuto social.

No fundo, estes dois ensaios foram divertidos e fizeram-me pensar sobre algumas coisas. Este livrinho lê-se em pouquíssimo tempo e faz nos ver como é possível pegar em qualquer tema e escrever um texto simples, divertido e que nos faz pensar.


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4 comentários

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redonda
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30 de novembro de 2015 às 00:52 delete

Parece um livro original e interessante.

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Kel
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1 de dezembro de 2015 às 15:01 delete

É bastante interessante! O autor conseguiu criar um livrinho bastante interessante falando sobre a natureza humana (tanto na parte história como nos seu comportamento na sociedade) de uma forma satírica mas com muito humor. :)
E esqueci-me de dizer na opinião, mas uma coisa que me atraiu foi o preço...comprei-o numa feirinha por €3 :p
Beijinhos

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Kel
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1 de dezembro de 2015 às 15:02 delete

Olá redonda!
É sim senhora :)
Se quiseres ler uma boa sátira à sociedade e à História, este é um excelente livro! :)

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