Editora: D. Quixote - Leya
Páginas: 157
Classificação: 3/5
“Finalista do Prémio Leya”
Sinopse
Na rua do arco-celeste há sete casas,
cada uma de sua cor; e também um café, uma horta, um jardim, uma florista, uma
sucata e uma escola. Mas, embora lá vivam pessoas – que frequentam o café,
trabalham na horta, lêem no jardim, oferecem flores a quem ama, se desembaraçam
dos seus trastes ou jogam à bola no recreio -, esta história é contada apenas
pelas coisas que lhes pertencem à medida que vão mudando de lugar, e por isso o
livro é sem ninguém. Ainda assim, durante este ano extraordinário, acontece de
tudo na rua: há quem se apaixone e quem se separe, quem nasça, quem morra, quem
mate e até, quem, depois do trauma, comece uma vida nova. Mas, como em todas as
ruas, havemos de encontrar nesta preconceitos, dúvidas, alegrias, segredos e
desgostos. Enquanto isso, o tempo vai passando sem darmos por ele, mas a montra
da florista e o que se colhe ou semeia na horta nunca nos deixam perder do mês
em que estamos.
Opinião
Este livro prima pela sua
originalidade.
Uma história em que o
protagonista é a rua – as suas casas, as movimentações, os objectos que a
“povoam”. Não existe um único diálogo, e não existem descrições das pessoas ou
da vida das pessoas, mas o leitor, com base nas informações dadas sobre as
movimentações na rua – chegada de carros, janelas abertas, quantidade de roupa
a secar, anúncios que aparecerem no café – consegue criar uma história, ou
histórias, sobres os habitantes da rua, como também das festividades e as
épocas do ano. É também curioso ver, como é que num livro em que são dadas
apenas descrições, podemos ver o preconceito, questões homossexuais, acidentes
trágicos, entre outros coisas, sem termos diálogos ou protagonistas.
A escrita é muito original, visto
que é predomina a descrição, com pequenos toques poéticos à mistura. É uma
escrita clara, mas não se torna um livro muito leve, devido ao esforço mental
que o leitor necessita fazer constantemente para “criar” a história na sua
mente.
Se gostam de livros originais,
este é um deles.

Absolutamente original e de uma enorme sensibilidade.
ResponderEliminarGostei imenso deste livro!
:)
Beijinhos e boas leituras
Andamos em sintonia Denise :)
ResponderEliminarEu gostei bastante do livro, mas para o final já estava um bocadinho cansada da forma como estava escrito. De certa forma, estava à espera que aparecessem diálogos, ou que a história se desenrolasse de uma forma mais rápida...
Beijinhos
Gostei.
ResponderEliminarhttp://numadeletra.com/livro-sem-ninguem-de-pedro-guilherme-58204
Ainda bem que gostaste "Numa de Letra". Já vou visitar o teu blog.
ResponderEliminarBoas leituras e Feliz Natal