[Amigo Convidado] Opinião - "O Homem de Constantinopla" e "Um Milionário em Lisboa"


E este é o último texto que publico ainda referente ao aniversário do blog. Já vem um pouco tarde, mas sei que foi feito com muito amor e dedicação! Muito Obrigada Maria Camarido!!!


Calouste Gulbenkian foi o homem mais rico do mundo à sua época, amante da arte e coleccionador invejável. O arménio possuía uma cabeça poderosa, que arquitectou o negócio do petróleo a nível mundial.
Calouste Sarkis possuía uma mente extremamente rica de ideias relativas a artes, negócios, relações diplomatas e dinheiro.
Perguntamos quais as causas que levaram este homem a deixar Istambul, Londres e França, possuindo várias nacionalidades e aterrar num país pequeno, pobre e subdesenvolvido.
A 2º Guerra fazia parte do presente. Espiões de vários países passeavam em Lisboa e Cascais disfarçados de altos burgueses ou de personagens de sangue real, que enchiam os hotéis, realizando banquetes e festas.
Se a pergunta da estada entre nós do Arménio nos deixa perplexos, ainda mais o enigma de Calouste Gulbenkian doar a sua imensa fortuna para a criação de uma Instituição que hoje tem o seu nome. Em Portugal esta Fundação é um Ministério da Cultura, que leva a primazia quando ela não existe.
O Homem de Constantinopla e Um Milionário em Lisboa são dois livros romanceados que se inspiraram na vida e obra do multimilionário arménio Calouste Sarkis Gulbenkian. Estes livros não são biografias, mas a ficção é sustentada em factos verídicos. Os dois livros mencionados não são obras a nível de descrição e análise das personagens, mas despertam interesse pela informação que passam e aceleram o ritmo de interesse do leitor, para conhecer a história.
Existe outro livro sobre a vida e obra de Calouste Sarkis que tem o título “O Senho 5%”. Os cinco por cento correspondiam ao valor que este senhor possuía no mercado petrolífero, mas apesar da pequena percentagem era o sócio que mais lucros amealhava, devido à sua grande capacidade de negociar. Não li este livro.
Li sim O Homem de Constantinopla e Um Milionário em Lisboa de José Rodrigues dos Santos.

O autor já escreveu doze livros, com recordes de vendas. É um dos jornalistas portugueses mais premiados e galardoados.

“Nenhum ser humano esquece o dia em que seu pai morreu” – assim começa O Homem de Constantinopla.
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2 comentários

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19 de junho de 2014 às 17:53 delete

Há livros cuja primeira frase capta a atenção do leitor. O Homem da Constantinopla é um bom exemplo, já que só por ela, já fiquei com vontade de ler esses livros :)
Beijinho

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Kel
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21 de junho de 2014 às 16:44 delete

É fantástico como uma primeira frase num livro pode fazer a diferença não é?
Por acaso nunca li nada deste autor...mas estou muito curiosa em relação a este dois livros.
Beijinhos

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