O País do Carnaval - Jorge Amado [Opinião]




Editora: Editores Associados - Unibolso
Ano: 1931
Páginas: 183
Classificação: 3/5




Sinopse
Primeiro romance de Jorge Amado, O País do Carnaval faz um retrato crítico e investigativo da imagem festiva e contraditória do Brasil, a partir do olhar do personagem Paulo Rigger, um brasileiro que não se identifica com o país.
Filho de um rico produtor de cacau, Rigger volta ao Brasil depois de sete anos estudadto direito em Paris. Num retorno marcado pela inquietação existencial, ele se une a um grupo de intelectuais de Salvador, com o qual passa a discutir questões sobre amor, política, religião e filosofia. Dúvidas sobre os rumos do país ocupam o grupo.
Mestiçagem e racismo, cultura popular e actuação política são alguns dos temas de Jorge Amado que aparecem aqi em estado embrionário. Brutalidade e celebração revelam-se, neste romance de juventude, linhas de força cruciais de uma literatura que se empenhou em caracterizar e decifrar o enigma brasileiro.

Opinião
Este livro foi a minha estreia na obra de Jorge Amado. Escrito em 1931, foi o primeiro livro a ser escrito pelo autor. Não é uma obra genial, mas é notório na escrita o potencial do autor e o quanto este poderia crescer. Por vezes um pouco confuso, o livro conta a história de um brasileiro que, depois de estudar na Europa, volta para a sua terra natal. Numa história cheia de ironia  e humor, Amado critica e satiriza o povo do país do Carnaval – insatisfeitos com a vida, sempre prontos para uma possível revolução, que acaba por nunca surgir; um povo sempre pronto para festejar o Carnaval, divertindo-se o mais possível, e esquecendo os problemas do país e do resto do mundo.
Gostei da forma como o autor expõe os seus pontos de vistas, normalmente satirizando a situação, e também da sua escrita. A história não me fascinou, mas fiquei com vontade de ler algo mais do mesmo autor.


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