Título Original: Appelsinpiken
Tradução: Maria Luísa Ringstad
Editora: Editorial Presença
Páginas: 128
Classificação: 4/5
Sinopse
Georg e o pai vão finalmente ter
uma conversa de adultos, através de uma carta que o filho só poderia ler quando
completasse 15 anos. O pai de Georg escreve-lhe acerca de uma bela rapariga que
encontrou carregada com um saco de laranjas e que procura incansavelmente,
enquanto imagina a razão que a leva a atribuir um valor tão grande às laranjas
que ele, desastradamente, fez rolar pelo chão num primeiro encontro. A Rapariga
das Laranjas é um romance sob a forma de uma belíssima carta de amor de um pai
desaparecido demasiado cedo e que sabe não poder acompanhar o crescimento do
filho, mas que lhe quer transmitir o sua amor à vida e aos mistérios da
existência.
Opinião
Gaarder sempre foi para mim um
autor de eleição. Associo os seus livros a histórias bonitas, repletas de
ideias que ficam a pairar no nosso pensamento, e que precisam de algum tempo
para ser digeridas.
Este é o 4º livro que leio do
autor, e não desiludiu. Nas primeiras páginas o autor tenta começar com uma
escrita leve e simples, como se fosse escrita por um jovem de 14 anos, visto
que o protagonista é dessa idade. Ao longo da história, o seu tipo de escrita
vai se modificando, tornando-se uma escrita mais complexa, mas de fácil
leitura.
É um livro muito ternurento e
carinhoso. Tal como está descrito na sinopse, o livro está escrito sob a forma
de uma carta de amor de um pai que sabe que o seu fim está próximo, para quando
o seu filho for mais velho. Nesta carta, o pai mostra o quanto ama o filho e a
esposa, e o quanto lhe custa saber que os irá deixar. Levanta também uma série
de questões, como por exemplo, se será melhor nunca conhecer o mundo ou se é
melhor conhecê-lo, mesmo que seja por pouco tempo; a importância de nos
apoiarmos nas pessoas que amamos; e comenta também o quão pequenos somos na
imensidão do universo no qual vivemos.
Recomendo a todos aqueles que
gostam de ler livros profundos e ternurentos.

Olá Kel!
ResponderEliminarEscrevi um comentário mas acho que deu erro...
Tens toda a razão, um livro lindo.
Já o li há quase 10 anos e não esqueço certas partes que são pura ternura. As laranjas caídas no autocarro, a lua...
Muito lindo.
Um 2014 repleto de boas leituras e continua presente com o teu blog! :) **
Obrigada Denise!
ResponderEliminarRealmente é um livro muito bonito!
Bom 2014! :)
Beijinhos