Blasfémia - Asia Bibi





Editora: Aletheia
Páginas: 150
Classificação: 5/5





Sinopse
Este é o relato impressionante de Asia Bibi, uma paquistanesa que há dois anos espera pela ordem de enforcamento, simplesmente por ter ousado partilhar um copo de água com outras mulheres.
Duas das vozes que ousaram defendê-la, o governo Salman Taseer e o ministro para as minorias Shahbaz Bhatti, foram brutalmente assassinados. O Papa Bento XI pediu a libertação de Asia Bibi e congrega-se em todo o mundo um grande movimento que conseguiu, para já, adiar o seu enforcamento. Impressionada com a sua história, a correspondente francesa do canal televisivo France 24, Anne Isabelle Tollet, decidiu dar voz ao sofrimento de Asia Bibi, passando para o papel este extraordinário e horrível relato na primeira pessoa.

Opinião
Uma história arrepiante.
É nestas histórias que verifico como o mundo é diferente noutras partes do planeta. Falamos às vezes de racismo ou falta de igualdades no nosso dia-a-dia, mas o caso da Asia Bibi não é nada comparado com as vivências do nosso quotidiano.
Este livrinho é a narração da Asia sobre o que lhe aconteceu e como têm sido os seus tempos na prisão. É um livro que se lê em pouquíssimo tempo, e quando o acabamos continuamo-nos a perguntar – como é possível uma mulher ser presa por beber um copo de água?  Como é possível nos dias de hoje ainda haver problemas devido a religiões distintas?
Li este livro por causa de uma corrente de leitura do blog …viajarna leitura… Obrigada Paula por esta oportunidade. A ideia começou porque o livro termina com o seguinte parágrafo:
“Agora que me conheceis, contai à vossa volta o que me aconteceu. Fazei com que se saiba. Creio que é a única maneira de eu não morrer no fundo desta prisão. Preciso de vós!
Salvai-me”

Um livro que devia ser lido por todos. Esperemos que Asia tenha dias mais felizes no futuro.
Previous
Next Post »

4 comentários

Write comentários
Ghost Reader
AUTHOR
17 de junho de 2012 às 20:21 delete

Pois é. há lugares no mundo com culturas tão diferentes da nossa e cujos costumes e regras nos chocam profundamente. Eu lembro-me de ter visto esta notícia num telejornal há algum tempo e já tinha pensado em adquirir o livro. Houve grande polémica devido ao mesmo (como seria de esperar numa sociedade tão fechada) e á editora, mas parece-me que foi um grane acto de coragem...

Ainda bem que gostaste!

Bjinhos

Reply
avatar
Leitora
AUTHOR
23 de junho de 2012 às 16:39 delete

Boa tarde,
Gostava de te convidar a responder a uma questão que está no blogue Atmosfera dos livros. Acho que a ideia é interessante daí estar a convidar para a participação de todos os bibliófilos.
Desde já grata pela atenção dispensada.Ficarei a aguardar a tua participação
Boas leituras!

Reply
avatar
24 de junho de 2012 às 20:02 delete

Normalmente nunca leio este tipo de livros… não porque queira fechar os olhos a um sofrimento que sabemos anda "lá fora" mas porque deixa sempre no final uma sensação de impotência que me assusta… :(

Reply
avatar
Kel
AUTHOR
24 de junho de 2012 às 20:24 delete

Olá Ghost Reader, realmente é preciso coragem para escrever e editar um livro deste género. Ainda para mais para a jornalista que foi entrevistar a Asia e escreveu o livro.

Leitora,
Como já reparaste já fui comentar. Achei a ideia muito interessante!

Liliana,
Eu já li alguns livros deste género. O que mais me impressionou apesar de tudo foi o "Mulheres da China". Não é uma leitura "agradável", mas sinto que se não lesse estes livros não fazia a mínima do que se passa lá fora. Muitas coisas não passam nos media e, como são temas muito complicados, as pessoas preferem não falar.
Mas acredita, só leio livros deste género quando estou mesmo com humor para isso, senão são histórias sempre muito violentas.

Beijinhos e boas leituras!

Reply
avatar