A Carta – Sarah Blake








Título Original: The Postmistress

Editora: Casa das Letras

Páginas: 352

Classificação: 1/5


 






 







Sinopse

1940. A França rendeu-se. As bombas caem sobre Londres. Roosevelt promete que não vai mandar os americanos lutar em «guerras estrangeiras». Mas a radialista americana Frankie Bard, a primeira mulher a fazer emissões radiofónicas da blitzkrieg em Londres, quer apenas levar a guerra até casa. Enquanto isso, em Franklin, Massachusetts, Iris James ouve as emissões radiofónicas e sabe que é apenas uma questão de tempo até a guerra chegar às margens da sua terra. Responsável pelo correio, Iris acredita que o seu trabalho é entregar e guardar os segredos das pessoas. A ouvir Frankie estão também Will e Emma Fitch, o médico da povoação e a sua mulher, ambos a tentarem escapar a uma infância frágil e a forjar um futuro mais risonho. Quando Will segue o canto da sereia de Frankie até à guerra, os piores receios de Emma tornam-se realidade. Will parte para Londres e as vidas das três mulheres entrelaçam-se. Alternando entre uma América ainda resguardada no casulo da sua incapacidade em compreender o perigo próximo e uma Europa a ser dilacerada pela guerra, A Carta traz-nos duas mulheres que se descobrem incapazes de entregar correspondência, e uma terceira mulher desesperada por uma carta, mas com medo de a receber.


 

Opinião

Tal como é mencionado na sinopse, esta história é centrada na vida de três mulheres distintas, que acabam por entrelaçar os seus caminhos. Não sei por onde começar. A verdade é que não gostei mesmo nada deste livro, aliás, custou-me bastante acabar de o ler.
Quando comecei a ler as primeiras páginas, o tema despertou-me muito o interesse, visto que era sobre a Segunda Guerra Mundial contada por mulheres que a vivenciaram de formas muito distintas, e que no final existe algo que as une. Uma jornalista que está nos bombardeamentos londrinos, uma esposa que vê o marido partir para ajudar na guerra, e uma terceira mulher que está na chefia de um posto de correio, fazendo chegar a correspondência às pessoas. A ideia em si era original. Mas não passou daí. A sensação que eu tive durante a leitura, é que as descrições da escritora eram muito superficiais, principalmente no que tocada a sentimentos. Apesar de os descrever, eu sentia como se não passassem do papel – não os senti, não senti o medo da jornalista quando vê morrer alguém, não senti felicidade, tristeza ou surpresa. Em relação à Emma Fitch pareceu-me pouco sedimentada. É uma personagem fulcral para toda a história, e eu não consegui entrar verdadeiramente no seu papel. Entendia o que a escritora dizia, mas não conseguia senti-lo.

Realmente não consegui entrar no universo desta autora. Não sei se o problema foi meu, se realmente não me "entendo" com a sua escrita.
Quando tentei classificar a minha opinião, foi oscilando entre o 3 e o 1, porque houve uma coisa (apenas uma…) que eu gostei – quando Frankie está no comboio a gravar todas as vozes de judeus que tentam fugir. A importância destas pessoas esquecidas por tantos, e Frankie tentar mostrá-las ao resto do mundo.

Não sei se houve mais opiniões como a minha, mas gostaria de obter algum "feedback" de outros leitores! J
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2 comentários

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Vanvan
AUTHOR
15 de julho de 2011 às 01:28 delete

Adorei seu blog, muito lindo, estou participando dele, se você quiser conhecer o meu também, aí vai o link:

htt://balaiodelivros.blogspot.com/

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Kel
AUTHOR
15 de julho de 2011 às 15:06 delete

Olá Vanvan!

Brigada pelo comenário! Fico feliz que tenhas gostado do meu blog. Já fui espreitar o teu, também estou a seguir o teu!

Boas leituras! :)

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