Comer Orar Amar - Elizabeth Gilbert




Título Original: Eat Pray Love

Páginas: 372

Edição: 2006

Classificação: 3/5



Sinopse

Aos 34 anos, Elizabeth Gilbert, escritora premiada e destemida jornalista da GQ e da SPIN, descobre que afinal não quer ser mãe nem viver com o marido numa casa formidável nos subúrbios de Nova Iorque e parte sozinha numa viagem de 12 meses com três destinos marcados: o prazer na Itália, o rigor ascético na Índia, o verdadeiro amor na Indonésia. Irreverente, espirituosa, senhora de um coloquialismo exuberante, Elizabeth não abandona um minuto a sua auto-ironia e conta-nos tudo acerca desta fuga desesperada ao sonho americano que começou no momento em que encontrou Deus.
Quando fez 30 anos, Elizabeth Gilbert tinha tudo o que uma mulher americana formada e ambiciosa podia querer: um marido, uma casa, uma carreira de sucesso. Mas em vez de estar feliz e preenchida, sentia-se confusa e assustada. Depois de um divórcio infernal e de uma história de amor fulminante acabada em desgraça, Gilbert tomou uma decisão determinante: abdicar de tudo, despedir-se do emprego e passar um ano a viajar sozinha. "Comer na Itália, Orar na Índia e Amar na Indonésia" é uma micro-autobiografia desse ano.
O projecto de Elizabeth Gilbert era visitar três lugares onde pudesse desenvolver um aspecto particular da sua natureza no contexto de uma cultura que tradicionalmente se destacasse por fazê-lo bem. Em Roma, estudou a arte do prazer, aprendeu a falar Italiano e engordou os 23 kilos mais felizes da sua existência. Reservou a Índia para praticar a arte da devoção. Com a ajuda de um guru nativo e de um cowboy do Texas surpreendentemente sábio, Elizabeth empenhou-se em quatro meses de exploração espiritual ininterrupta. Em Bali, aprendeu a equilibrar o prazer sensual e a transcendência divina. Tornou-se aluna de um feiticeiro nonagenário e apaixonou-se da melhor maneira possível - inesperadamente.


Opinião


Li este livro por curiosidade. Esteve imenso tempo nos tops americanos, e cá em Portugal também teve bastante destaque. A minha mãe leu-o e, apesar de achar que era um pouco um “romance de cordel”, gostou de algumas coisas. Como o livro estava lá em casa e a juntando o facto de ter sido feito o filme há pouco tempo, acabei por lê-lo.
Confesso que me custou um pouco ler o livro, visto que tenho andado com muito trabalho, e a motivação para ler não tem sido muita.
É um romancezinho, com uma escrita muito básica, simples e por vezes pouco envolvente. Não é uma escritora muito dotada, mas percebo o motivo que leva muita gente a ler estes livros. É uma leitura descontraída. Nota-se que a escritora fez bastante pesquisa relativa a partes históricas da Europa e da Ásia, apesar de também ser muito perceptível a sua origem, uma americana que não convive com a história da Europa.

Falando da história propriamente dita, a ideia é muito boa. Uma mulher que não quer seguir os preceitos sociais, de chegar aos 30 anos e estabilizar, ter uma casa grande, casamento estável e ter filhos. Isto não faz parte das ideias da personagem. Como a maternidade não faz parte dos seus planos, acaba por se divorciar e envolver-se com outro homem. Devido a um processo de divórcio muito complicado, de sofrer muito e passar uns meses cheios de dor e solidão, acaba por viajar por três países diferentes! Os três “I”s – Itália, Índia e Indonésia. Na Itália acaba por aconchegar o estômago, na Indonésia, num retiro espiritual, aconchega a alma e na Índia aconchega o coração.

Posso dizer que há coisas em que me identifico com a personagem – a forma como vê o mundo, o que sente, as relações, tanto de amizade como amorosas. Em Itália, não gostei da forma como descreveu Veneza, apesar de me rir imenso com algumas passagens (como quando experimenta umas calças numa loja de roupa). Na segunda parte do livro passada na Indonésia, gostei do interesse pela meditação, introspecção e “abandono” do sofrimento, libertando a personagem das suas dores, partindo deste país mais leve e muito mais feliz. Na Índia, o seu coração é preenchido por uma grande amiga, um grande “feiticeiro” espiritual, e um novo amor.

Um livro interessante mas a sua escrita, de certa forma, é bastante vulgar.

Previous
Next Post »

2 comentários

Write comentários
18 de maio de 2011 às 19:20 delete

Olá! Eu gostei bastante do livro. Não achei que a escrita fosse assim tão fraca. É normal. Consegue prender o leitor, pelo menos conseguiu comigo. Concordo com a tua opinião sobre a descrição de Veneza! Eu já lá fui e achei a cidade linda! Não percebi o que deu à autora...
Cumps!
Alu

Reply
avatar
Kel
AUTHOR
18 de maio de 2011 às 19:23 delete

Olá!
Eu gostei do livro, mas achei a escrita bastante comum, apesar de ser um livro que se lê muito bem.
Também já fui a Veneza e não concordo mesmo com a opinião dela!

Boas leituras!

Reply
avatar

Mensagens populares