O Fim de Semana – Bernhard Schlink


O Fim de Semana

Bernhard Schlink


192 páginas


Classificação: 3,5/5







Sinopse


Após mais de vinte anos de afastamento, um grupo de velhos amigos e amantes reúne-se durante um fim-de-semana. Numa casa de campo isolada desenterram memórias e comentam os diferentes rumos que as suas vidas tomaram. Mas esta não é uma simples reunião de amigos, nem as suas conversas sobre os velhos tempos constituem as típicas reminiscências de juventude. A verdade é que se juntaram para celebrar a libertação de um dos membros do grupo: após vinte e três anos de prisão, Jörg, condenado por terrorismo e homicídio, acaba de ser libertado.
No passado, estes amigos partilhavam ideais revolucionários. Agora, todos eles asseguraram o seu lugar na sociedade: Henner é jornalista, Ulrich é um homem de negócios, Karin é pastora de uma pequena igreja e Ilse professora. Para trás parecem ter definitivamente ficado os dias de luta e idealismo…


Num mundo pós-11 de Setembro e Guerra do Iraque, O Fim de Semana debate a validade dos objectivos políticos e a sua actualidade, mas é também um exame psicológico das neuroses, paixões e receios das suas personagens.



Opinião

Nunca tinha lido nada deste autor, mas o filme "O Leitor" inspirado numa obra dele marcou-me. Tanto pela temática como por toda a história. Não tive oportunidade de o ler (apesar de contar lê-lo em breve), por isso optei por ler esta obra. O tema é completamente diferente. Como diz a sinopse, a história é centrada num condenado de terrorismo e homicídio que acabou a sua pena, voltando a andar em liberdade. A história tem apenas 3 dias, em que as páginas são divididas no relato das várias personagens que invadem a casa para uma reunião de velhos amigos, relatando as suas vivências, sonhos e sentimentos. Amigos que não falavam há anos, e que quando se reencontram vêm o que o destino reservou a cada um.

Estava a espera de uma escrita mais pesada, mais dramática. Deparei-me com frases simples e um "contar da história" leve e pouco complexo. Ficamos a ver como os sonhos de crianças por vezes vão se dissipando com o caminhar da vida, tendo apenas um emprego estável, família e uma boa casa. Uma vida que realiza o mais profundo dos sonhos – ser feliz! Outros mantêm os seus sonhos, e conseguem concretizá-los! É o caso de Ilse, que embora seja professor sempre quis escrever, ter um mundo só dela. Com a morte de um amigo comum debruçasse sobre a escrita, depois de tanto tempo guardado nos seus pensamentos mais profundos. Estes sonhos são como os ideias que todos ganhamos na juventude! Era um grupo de amigos que enquanto adolescentes tinham o espírito revolucionário a palpitar-lhes no sangue. Uns esqueceram-nos, outros não foram capazes de o manter acesso. Jörg manteve os seus ideias, acabando por se tornar terrorista e ser culpado de homicídio. Mesmo depois de 23 anos na prisão estes princípios contra o governo e as injustiças mantêm-se, apesar de Jörg ficar atrapalhado e desorientado perante as perguntas "pouco delicadas" feitas pelos amigos.

Estava à espera de algo mais profundo, de uma história mais envolvente. Um fim de semana, amigos que não se encontravam à muito. Um livro feito de reencontros, sonhos perdidos e realizados, ideias e princípios por muitos esquecidos.

Um bom livro.

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