Centenário da Morte de Lev Tolstói


O dia 20 de Novembro de 2010 foi marcado pelo Centenário da morte de Lev Tolstoi, um dos maiores escritores de todos os tempos.
Apesar de uma juventude atribulada, repleta de álcool, dinheiro perdido no jogo e prostitutas, tornou-se um pacifista, que depois de desistir de encontrar respostas para o sentido da vida, deixou-se levar pelo seu ideal de vida simples de camponês.
Foi perseguido pela polícia e excomungado pela Igreja, devido aos seus textos e ideais.
Foge de casa de casa e da família, e daquela forma de vida que não lhe fazia sentido, e segue para uma estação de comboio. Após alguns dias de viagem, contrai uma pneumonia e morre.
No funeral, o seu caixão foi seguido por uma multidão de 3 a 4 mil pessoas, em que o número poderia ser muito superior se o governo se São Petersburgo não tivesse proibido os comboios especiais de Moscovo para a cerimónia.
A importância do autor é tal, que a seu a morte foi anunciada nos principais jornais mundiais, e ainda hoje a sua obra continua a ser comprada e admirada.
Um dos grandes clássicos da literatura.

Autor de grandes obras como:
Guerra e Paz (1865-1869) – Romance onde são descritas da invasões napoleónicas de 1812, por várias personagens, mostrando as misérias da guerra e as ambições dos homens.
Anna Karenina (1875-1877) – Romance onde critica as convenções a que as mulheres estão presas.
A Morte de Ivan Ilitch (1886) – uma reflexão sobre a morte
Entre muitas outras.

Algumas citações retiradas de livros:
“As famílias felizes parecem-se todas; as famílias infelizes são infelizes cada uma à sua maneira.”
in Anna Karenina

“Em arte tudo está naquele 'nada'.”
in “O que é a Arte?”

“O homem ama, porque o amor é a essência da sua alma. Por isso não pode deixar de amar.”

“O único consolo que sinto ao pensar na inevitabilidade da minha morte é o mesmo que se sente quando o barco está em perigo: encontramo-nos todos na mesma situação.”
in “Diários”
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