Noites Brancas – Fiodor Dostoievsky



Noites Brancas

Fiodor Dostoievsky

(Biblioteca de Verão)



"Noites Brancas" é um pequeno livro de Dostoievski, escrito em 1848.

A personagem principal é um Sonhador, da qual não sabemos o nome, que vagueia pelas "Noites Brancas" de São Petersburgo. São narradas quatro noites, em que na primeira noite conhece uma jovem, chamada Nástienhka, que estava a chorar na ponte sobre o rio Nieva. Começa a apaixonar-se por ela, e vai descrevendo a sua vida de sonhador, em que nada na sua vida acontece mas que, ao mesmo tempo, vive inúmeras aventuras em pensamento. Ela conta-lhe que tem de viver com a criada surda, presa com um alfinete à avó cega, estando a sua vida confinada às aventuras dos livros e do seu pensamento. Conta-lhe também que está prometida a um antigo aquilino da casa, que lhe tinha prometido ir buscá-la dali a um ano. E esse dia tinha sido ontem e ainda não tinha tido notícias do seu amado. Conta ao nosso protagonista o seu desgosto e dúvida, e pede-lhe conselho e ajuda. Este ajuda-a, mas acaba por ficar sozinho apenas com os seus sonhos, como era antes de a conhecer, pois ela acaba por ficar com o amado.

Nunca tinha lido nada deste autor, e foi um bom livro para me iniciar na sua escrita. Não é uma escrita fácil. É bastante floreada e descritiva, principalmente dos pensamentos e sensações humanas. Nesta obra está presente o puro romantismo da época de Dostoievsky, na solidão e no amor não correspondido do portagonista.

Este livro pertence a uma pequena colecção de Verão, que sai com o Jornal de Notícias e com o Diário de Notícias. Uma colecção feita de pequenos livros, escritos por grandes autores. Livros de bolso, práticos para levar nas férias. Com estes livros finos e pequenos, podemos ficar com a ideia da escrita de muitos escritores conhecidos e ajuda a enriquecer a nossa biblioteca de uma maneira mais económica.

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1 comentários:

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tonsdeazul
AUTHOR
6 de setembro de 2010 às 16:02 delete

Esta pequena obra é maravilhosa! Mostra um lado romântico de Dostoiévski.
O melhor que li dele este ano foi "Crime e Castigo", cuja a opinião pretendo publicar este mês assim que a escrever. ;)

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