Ferreira, Ana Vicente - Sangue de Dragão


Sangue de Dragão

Ana Vicente Ferreira

Editora: Ulisseia

Colecção: Horizontes Selvagens



Sinopse

Aelanna odiara toada a vida aquilo que a tornava diferente dos outros elfos, herança de um pai há muito desaparecido.

Através do diário de um antepassado seu, pensa ter encontrado na pedra mágica Sylmaen, o lendário açaime dos dragões, a solução para o seu problema. Parte então com Kels, em direcção ao Sul, sem saber que o objectivo da sua demanda é conhecido por aqueles que têm planos bem mais negros para a pedra mágica.

Durante a viagem, Aelanna será obrigada a rever tudo o que sempre lhe fora ensinado sobre o seu mundo. Quando o elfo Ghyalt se junta ao grupo, Aelanna fica dividia entre o que sente pelo mago Lorean e o alívio de ter alguém que partilha a sua mundividência. E contudo, contra todas as suas expectativas, Ghyalt traí-los-á a todos, desencadeando uma ameaça contra a qual toda a resistência parece quase inútil.



Crítica

Gosto de apoiar escritores portugueses, e a melhor maneira de o fazer é comprar os seus livros. Como gosto de fantasia, ainda por cima falando de dragões (uma das minhas criaturas preferidas), e este livro é o romance de estreia desta escritora, resolvi comprá-lo. Fiquei um bocado desiludida. Parecia me muito mais entusiasmante do que na realidade é. Claro que é um livro para jovens, mas há livros mais cativantes escritos para essas idades.
A história, apesar de ser interessantes, por vezes parece que não é bem desenvolvida. Passo a explicar melhor, existem partes em que é dada demasiada importância a pequenos detalhes que não se tornam decisivos para o final, e noutros momentos mais emocionantes que são rapidamente passados "à frente". Além disso, há partes muito imaginativas, que não se está nada à espera, como outros que são demasiado previsíveis. Uma coisa que me agradou no livro foram as personagens. A autora criou algumas personagens que não são características de histórias de elfos e dragões, como o amigo da Aelanna, o Kels.
A escrita é muito básica, apesar da autora ter o cuidado de fazer bastantes descrições, e estas serem simples mas muito eficazes, falando de bastantes pormenores mas sem maçar o leitor.

Como podem ver, não foi um livro que me marcou muito, ou que voltaria a repetir.
Mas apesar de tudo, é sempre bom que ver que temos literatura fantástica escritora por autores portugueses!
Previous
Next Post »