28 de abril de 2016

[Opinião] Divergente - Veronica Roth





Título Original: Divergent
Tradução: Pedro Garcia Rosado
Editora: Porto Editora
Páginas: 352
Classificação: 3,5/5




Sinopse
Na Chicago distópica de Beatrice Prior, a sociedade está divida em cinco fações, cada uma delas destinada a cultivar uma virtude específica: Cândidos (a sinceridade), Abnegados (o altruísmo), Intrépidos (a coragem), Cordiais (a amizade) e Eruditos (a inteligência). Numa cerimónia anual, todos os jovens de 16 anos devem decidir a fação a que irão pertencer para o resto das suas vidas. Para Beatrice, a escolha é entre ficar com a sua família…e ser quem realmente é. A sua decisão irá surpreender todos, inclusive a própria jovem.
Durante o competitivo processo de iniciação que se segue, Beatrice decide mudar o nome para Tris e procura descobrir quem são os seus verdadeiros amigos, ao mesmo tempo que se enamora por um rapaz misterioso, que umas vezes a fascina e outras a enfurece. No entanto, Tris também tem um segredo, que nunca contou a ninguém porque poderia colocar a sua vida em perigo. Quando descobre um conflito que ameaça devastar a aparentemente perfeita sociedade em que vive, percebe que o seu segredo pode ser a chave para salvar aqueles que ama…ou acabar por destruí-la.


Opinião
Não estou muito convencida do que quero escrever sobre este livro…gostei, quero muito ler a continuação desta saga, mas o início da leitura não me tinha parecido assim tão “risonho”. Quando o comecei a ler, tudo me parecia igual a algo que já conhecia. Esta é mais uma distopia juvenil – uma sociedade oprimida, um grupo de adolescentes que luta contra um regime autoritário, muita acção, jovens que lutam pelos seus princípios e valores (com algum romance pelo meio). Soa meio clichê, certo? Quando comecei a ler o livro eu já sabia para o que ia…mas estava à espera de ser surpreendida com algo diferente no início.
Bem, apesar de, no início, me ter parecido “mais do mesmo”, com o avançar das páginas comecei a gostar do rumo que a história seguia. A escrita simples e o rápido desenrolar da história fizeram com que virasse as páginas sofregamente com a ansia de saber o que iria acontecer à Tris.

A autora criou um mundo divido em cinco facções, tal como diz na sinopse. Esta sociedade foi assim dividida com vista a valorizar as melhores qualidades de cada ser humano, sendo depois utilizadas em prol da comunidade. De início, esta ideia de divisão pareceu-me bastante estranha…o ser humano é mais complexo do que esta divisão demonstra!...mas depois percebi a onde é que a autora queria chegar. Afinal, mesmo numa sociedade criada de forma a apenas valorizar as qualidades, os piores defeitos conseguem sempre prevalecer. A autora criou de forma muito inteligente este mundo, conseguindo mostrar a complexidade do ser humano – valorizou as qualidades mas também demonstrou como os instintos e os defeitos são capazes de destruir uma sociedade.
Gostei também da forma como a autora consegue fazer as personagens crescer ao longo da história, evoluindo gradualmente com o desenrolar da acção. Apesar de não ser muito fã do típico romance adolescente, achei que o romance de Tris e Quatro foi bem conseguido, tendo os seus momentos mais intensos, sem ter partes verdadeiramente lamechas. Gostei especialmente da forma como a autora destacou os amigos de Tris que, apesar de serem personagens secundárias, eram tão importantes quantos os protagonistas. Não falo apenas de Christina ou Will, mas também de Molly e Peter (se não existissem estas personagens de típicos “bullies” o livros não teria metade da piada). E não posso deixar de falar do Albert – a autora conseguiu tornar esta personagem extremamente real devido à sua complexidade (é extremamente difícil perceber o que se passa na mente das outras pessoas e saber o que estas pensam e como estão a considerar agir).

Resumindo, se gostam de livros deste género, vale mesmo a pena ler! Se já estão fartos das distopias que estão na moda, mas gostam de livros de acção, leiam também porque, apesar de ser algo do mesmo, é uma distopia bem conseguida, com personagens fortes e uma história cheia de acção.


Veronica Roth



Veronica Roth estudou Escrita Criativa na Northwestern University. Nos seus tempos de faculdade, preferiu dedicar-se a escrever o que viria a ser a sua primeira obra, Divergente, e deixar de lado os trabalhos de casa – escolha que acabou por transformar totalmente a sua vida. Veronica Roth foi considerada a melhor autora pelo GoodReads Choise Award em 2012. Divergente foi eleito o melhor livro de 2011 e Insurgente o melhor livro de fantasia para jovens-adultos em 2012, pela mesma entidade, a única cujas distinções são atribuídas exclusivamente pelos leitores.


Opinião
Divergente 


26 de abril de 2016

[Curiosidade] Ilustrações de Maria Tiurina - Palavras Intraduzíveis


Visto que os livros são constituídos por frases e palavras, não posso deixar de partilhar com vocês uma coisa que encontrei na internet e que achei muito bonita!
Maria Tiurina, uma artista britânica, decidiu ilustrar uma série de palavras de vários países que não têm tradução para outras línguas. A colecção é intitulada "Untranslatable Words" (Palavras Intraduzíveis) e é constituída por belíssimas ilustrações.

Digam lá se não vale a pena dar uma vista de olhos??











Retirado daqui

24 de abril de 2016

Dia Mundial do Livro

Retirado daqui


Ontem foi o Dia Mundial do Livro. Eu ando tão longe dos livros e do blog que este dia passou-me um bocadinho ao lado.
Posso dizer que foi falta de tempo….mas a verdade é que não é bem falta de tempo, é falta de paciência para ler e escrever. Vou lendo um bocadinho, mas devagarinho e sem pressas, e sem ideias de utopias de leitura porque para isso é que não tenho mesmo tempo!

De qualquer forma, FELIZ DIA DO LIVRO!!!! (apesar de atrasado…)